quarta-feira, 7 de abril de 2010

Drunk n' love


Deixo de lado minha melancolia permanente para contar o que a mesma me fez encontrar um dia desses ouvindo rádios e blogs da internet.

Não fico indignada comigo mesma quando não encontro ótimas bandas no momento em que elas se lançam, acredito muito nas coincidências, destino e tudo que me parece mágico e inusitado...acho que é uma forma de pensar que certas coisas que almejo irão acontecer caso seja para me fazer bem, de outro modo acredito que todo dia crescemos um pouco, porque todo dia aprendemos um pouco e assim em diante...comigo isso também funciona nas preferências musicais. Demorei quase um ano para ouvir o "in rainbows" do Radiohead, e no fim soube bem o porque...não estava preparada para entender a música da maneira como julgaria merecedora, analisando meu passado emocional.

Esse discurso todo se dá devido a minha melhor descoberta atual (pelo menos para mim).

Uma voz vem sozinha se arrastando aparentemente cansada no seu íntimo, no meio de notas que saem ora quase dedilhadas, ora como um riff, talvez propositalmente...ou não.

A bateria vem muito depois, acompanhando essa procissão de lamentos que ainda tento descobrir quais são com meu humilde inglês, devido a dificuldade de encontrar a letra dessa tal de "Mary is mary". Gostei porque me pareceu muito sincero.

A banda é um duo chamado Wye Oak, um casal de namorados que faziam demos e que foram descobertos por um integrante do Superchunk, um dos donos da Merge. Essa canção é do 2º disco, lançado em 2009 com o nome "the knot". Particulamente já se tornou meu favorito, apesar de ainda não ter ouvido o mais recente "My Neighbor / My Creator " de 2010 por completo.

Já comentei algumas vezes aqui que certas músicas aparecem expressando tudo que eu sinto, assim como se fossem a trilha sonora do meu dia-a-dia...dessa vez aconteceu com o Wye oak.

Embrigante, melancólico, atormentador e....lindo!
"mary is mary" / " i want for nothing" / "take it in"