Depois de 3 anos na seca de Arcade fire (bem acompanhada pelo neon bible o funeral, mas sempre esperamos por coisas novas) eles me lançam esse cd e eu simplesmente digo que foi paixão a primeira vista, fulminante. Ainda não consigo dizer se é melhor que o Funeral ou não, mas sei que The suburbs vai ser um daqueles álbuns referência da nossa época.
Não vou ficar aqui comentando sobre a parte técnica, se ele é mais cru e coisas do gênero...deixo isso para os entendidos, afinal a probabilidade de estar falando um monte abobrinha seria grande, mas deixo uma dica: a Rolling Stone e a BBC já vangloriaram o cd! Esse post vai ser um humilde e singelo relato sobre a experiência sentimental que tive ao ouvir The suburbs!
Tudo começou assim: eu ouvi "Ready to start", e então fiquei extremamente frustada por não ter sido eu a pessoa que fez aquela música...em dois dias ela passou meu primeiro lugar de scrobbles do last fm (que era do Land of talk a 1 ano!)...ela é forte, sincera, tem cara de "Pronto pra começar" mesmo, do tipo destemida, te enche de vontade, de coragem, do que especificamente?Fica por conta de cada um...Daí em diante eu não tive mais medo, abri meu coração pro álbum e não me arrependi nem um pouco!
A sinfonia frenética de violinos na "Empty room" enche meu coração de esperança,e eu adoro que nesse cd a Régine tenha cantado mais vezes como voz principal, " Spraw II" toca exatamente na minha ferida mais exposta, os anos 80, e me dá vontade de dançar caminhando pela rua no ritmo da música (não, eu não fiz isso apesar de ter tido muita vontade), " Modern man" tem cara de tarde agradável e reflexiva, e depois de tudo isso ainda tinha mais, muito mais, afinal são 16 faixas...então hoje, caminhado pela tarde ensolarada de cianorte com meu fone nos ouvidos eu me senti tão bem, tão envolvida que por um momento me deu vontade de chorar...não era nada triste era tipo "obrigado Deus por ter me dado a oportunidade de ouvir esse cd e principalmente de ter sensibilidade suficiente para poder senti-lo"...eu sei, parece um tanto dramático da minha parte dizer isso, mas sinceramente, foi o que eu pensei naquele momento.
E eu sei que estou contradizendo o meu post passado, afinal, o Arcade fire é o septeto, mas por eles eu abri uma excessão, deixei um pedaço (bem significativo por sinal) do meu coração e da minha playlist.

Long life to Arcade Fire!
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